"Em uma sala de aula, a palavra é do professor, e os estudantes estão condenados ao silêncio. Impõem as circunstâncias que os alunos sejam obrigados a seguir os cursos de um professor, tendo em vista a futura carreira; e que ninguém dos presentes a uma sala de aula possa criticar o mestre. É imperdoável a um professor valer-se dessa situação para buscar incutir em seus discípulos as suas próprias concepções políticas, em vez de lhes ser útil, como é de seu dever, através da transmissão de conhecimento e de experiência cientifica." - Max Weber

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Paraná sem o PL 606/2016 - Escola Sem Partido

No dia 16/09 deputados paranaenses rejeitaram o PL 606/2016, que institui o Programa "Escola Sem Partido".

Este projeto tramitou por três anos, ao que tudo indica, para que se tivesse tempo suficiente para a adesão de um maior número de votos contrários.

Mas para uma melhor compreensão deste Projeto de Lei, vamos voltar um pouco no tempo.

Tudo começou há 25 anos, com a eleição presidencial de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

À frente do PSDB e com apoio empresarial e midiático, Fernando Henrique já trazia consigo os ideais socialistas que tomavam os dois hemisférios do planeta.

Embora firmemente negada pelo próprio FHC e ocultada pela grande mídia, a participação do então Presidente no Foro de São Paulo foi desmascarada pelo Professor Olavo de Carvalho. Tal participação foi decisiva na implantação de uma política "neoliberal" que, por sua vez, permitiu a disseminação da técnica gramscista no Brasil, sendo responsável pela desestruturação social e do sistema educacional do país.

Nos anos que se seguiram, tanto no segundo mandato de FHC como nos governos Lula, Dilma e Temer, e sob a estampa de igualdades sociais, raciais e de gênero, o ensino público brasileiro passou a ser uma verdadeira "fábrica de militantes de esquerda".

Sob o amparo das reitorias, professores militantes iniciaram um processo de "doutrinação" nos alunos. Com viés político-partidárias, as aulas passaram a ser usadas para induzir os alunos a pensarem conforme fosse conveniente à ideologia esquerdista

Vendo o agravamento dessa situação, o advogado Miguel Nagib, católico conservador, criou o "Movimento Escola Sem Partido", que tinha a missão de resgatar os valores tradicionais da Educação. Desde então mais de sessenta projetos, relacionados ao movimento, foram apresentados por deputados estaduais e federais.

Com a eleição de um governo conservador (Jair Messias Bolsonaro), a política estudantil passou a tomar novos rumos.

Abraham Weintraub, com toda competência e seriedade (desejáveis a um Ministro da Educação), empunhou a bandeira da libertação do ensino doutrinador.

Seguindo a linha conservadora de Weintraub, a Deputada Bia Kicis (PSL/DF) assina o PL 246/19, que traz algumas modificações no texto de Miguel Nagib.

É possível resumir o PL, citando um de seus trechos:

"(...) entendemos que é necessário e urgente adotar medidas eficazes para prevenir a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas e a usurpação do direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções."

Como era de se esperar, esse projeto trouxe insatisfação para a ala esquerdista e até mesmo para o chamado "centrão", além da imprensa tradicional. Um bom exemplo disso são os deputados parananenses que no dia 16/09 rejeitarm o projeto 606/2016, de autoria do então deputado Ricardo Arruda (PSL) e do atual deputado Felipe Francischini (PSL), e que sanava ilegalidades identificadas no texto original. E os motivos para tal rejeição podem ser os mais diversos, mas essa atitude leva a crer que esses políticos se posicionaram a favor da desordem e do caos social. Parece que se esqueceram que foram eleitos pelo povo para trabalhar pelo povo.

Uma coisa é certa: rejeitar um projeto que enaltece a dignidade humana não é atitude de político sério, mas de pessoas que lutam para manter o país na estagnação. São pessoas acovardadas.


VOTARAM CONTRA O PROJETO:

- Alexandre Curi – PSB

- Anibelle Neto – MDB

- Anilson Choratto – PT

- Cobra Repórter – PSD

- Cristina Silvestri – PPS

- Douglas Fabrício – PPS

- Dr Batista – PMN

- Evandro Araújo – PSC

- Francisco Bührer – PSD

- Galo – PODE

- Gilberto Ribeiro – PP

- Goura – PDT

- Jonas Guimarães – PSB

- Luciana Rafaguim – PT

- Luiz Claudio Romanelli – PSB

- Mabel Canto – PSC

- Marcel Micheletto – PL

- Márcio Pacheco – PDT

- Mauro Moraes – PSD

- Michele Caputo – PSDB

- Nelson Justus – DEM

- Nelson Luersen - PDT

- Paulo Litro – PSDB

- Professor Lemos – PT

- Reichembach – PSC

- Requião Filho – MDB

- Tadeu Veneri - PT


VOTARAM A FAVOR DO PROJETO:

- Alexandre Amaros – Republicanos

- Artagão Júnior – PSV

- Boca Aberta Júnior – PROS

- Cantora Mara Lima – PSC

- Coronel Lee – PSL

- Delegado Fernando Martins – PSL

- Delegado Francischini – PSL

- Delegado Jacovós – PL

- Delegado Recalcatti – PSD

- Do Carmo – PSL

- Emerson Bacil – PSL

- Gilson de Souza – PSL

- Homero Marchese – PROS

- Luiz Fernando Guerra – PSL

- Plauto Miró – DEM

- Ricardo Arruda - PSL

- Rodrigo Estacho – PV

- Soldado Adriano José – PV

- Soldado Fruet – PROS

- Subtenente Everton – PSL

- Tiago Amaral – PSB


Um dos deputados que votou contra o projeto chegou a se defender, alegando faltar informação a quem criticou os votos contrários ao PL. Disse que a votação seria para se definir a constitucionalidade do âmbito estadual do projeto. Ora, de qualquer forma, se isso fosse verdade, esses mesmos deputados estariam "tirando o corpo fora", se negando a colaborar para a reestruturação do ensino no país. Mas sendo assim, os sites Gazeta do Povo, CONJUR e Portal G1 estariam publicando "Fake News"?

Me resta a triste ideia de que políticos sérios, honestos e honrados passaram a ser uma espécie em extinção.


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